Mundo
Guerra no Médio Oriente
Irão atacou alvos militares dos EUA no Golfo no dia em que enterrou Ali Khamenei
A troca de ataques entre Irão e Estados Unidos vem inflamar ainda mais o frágil acordo de cessar-fogo que durava já há três semanas.
As Forças Armadas iranianas disseram ter lançado ataques contra infraestruturas militares norte-americanas nos Estados do Golfo na quinta-feira, retaliando desta maneira contra os ataques dos Estados Unidos contra o Irão por duas noites consecutivas.
Já depois da retaliação iraniana, a imprensa do país avançou que foram registadas várias explosões em todo o sul do Irão, incluindo em Bushehr, onde se situa uma das centrais nucleares do país.
Um responsável norte-americano garantiu, porém, que Washington não tinha levado a cabo ataques “nas últimas horas”.
A troca de ataques ocorreu enquanto o Irão enterrava o líder supremo assassinado pelos Estados Unidos, o ayatollah Ali Khamenei, num santuário em Mashhad, encerrando uma semana de cortejos fúnebres.
Khamenei morreu num ataque aéreo no primeiro dia da guerra, a 28 de fevereiro, no âmbito da ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irão. Desde então, o conflito já matou milhares de pessoas na região e prejudicou o abastecimento energético a nível global.
No início desta semana, ataques a navios do Catar e da Arábia Saudita romperam o cessar-fogo, com o presidente norte-americano, Donald Trump, a dizer que a trégua estava “acabada”.
Na última noite, uma fonte oficial norte-americana assegurou à agência Reuters que Washington continua empenhada em encontrar uma solução para o conflito com o Irão e que as conversações técnicas continuam.Iranianos prometeram vingar-se de Trump
Na quinta-feira, o corpo de Ali Khamenei chegou ao santuário mais sagrado do Irão cercado por uma enorme multidão. Alguns dos iranianos seguravam faixas com a mensagem “Vamos matar Trump”.
Estima-se que tenham participado nas cerimónias fúnebres, ao longo de sete dias, entre 41 a 43 milhões de pessoas. O sucessor e filho do ex-líder supremo, Mojtaba Khamenei, não esteve presente.
Na quarta-feira, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) avançou que as suas forças atingiram cerca de 90 alvos iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea, meios de vigilância costeira e instalações de armazenamento de mísseis e drones.
Segundo o Irão, em dois dias de ataques norte-americanos, morreram 14 pessoas e 78 ficaram feridas. Teerão alertou também que as ações dos EUA e a intervenção no redirecionamento do tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz estavam a perturbar a reabertura dessa via navegável.
As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram que os seus ataques tinham como objetivo manter o Estreito aberto, depois de terem acusado as forças iranianas de atacarem três petroleiros na zona.
Os preços do petróleo voltaram a cair na quinta-feira, após terem registado um pico devido aos receios de que os combates pudessem perturbar o abastecimento global.
c/ agências
Já depois da retaliação iraniana, a imprensa do país avançou que foram registadas várias explosões em todo o sul do Irão, incluindo em Bushehr, onde se situa uma das centrais nucleares do país.
Um responsável norte-americano garantiu, porém, que Washington não tinha levado a cabo ataques “nas últimas horas”.
A troca de ataques ocorreu enquanto o Irão enterrava o líder supremo assassinado pelos Estados Unidos, o ayatollah Ali Khamenei, num santuário em Mashhad, encerrando uma semana de cortejos fúnebres.
Khamenei morreu num ataque aéreo no primeiro dia da guerra, a 28 de fevereiro, no âmbito da ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irão. Desde então, o conflito já matou milhares de pessoas na região e prejudicou o abastecimento energético a nível global.
No início desta semana, ataques a navios do Catar e da Arábia Saudita romperam o cessar-fogo, com o presidente norte-americano, Donald Trump, a dizer que a trégua estava “acabada”.
Na última noite, uma fonte oficial norte-americana assegurou à agência Reuters que Washington continua empenhada em encontrar uma solução para o conflito com o Irão e que as conversações técnicas continuam.Iranianos prometeram vingar-se de Trump
Na quinta-feira, o corpo de Ali Khamenei chegou ao santuário mais sagrado do Irão cercado por uma enorme multidão. Alguns dos iranianos seguravam faixas com a mensagem “Vamos matar Trump”.
Estima-se que tenham participado nas cerimónias fúnebres, ao longo de sete dias, entre 41 a 43 milhões de pessoas. O sucessor e filho do ex-líder supremo, Mojtaba Khamenei, não esteve presente.
Na quarta-feira, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) avançou que as suas forças atingiram cerca de 90 alvos iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea, meios de vigilância costeira e instalações de armazenamento de mísseis e drones.
Segundo o Irão, em dois dias de ataques norte-americanos, morreram 14 pessoas e 78 ficaram feridas. Teerão alertou também que as ações dos EUA e a intervenção no redirecionamento do tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz estavam a perturbar a reabertura dessa via navegável.
As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram que os seus ataques tinham como objetivo manter o Estreito aberto, depois de terem acusado as forças iranianas de atacarem três petroleiros na zona.
Os preços do petróleo voltaram a cair na quinta-feira, após terem registado um pico devido aos receios de que os combates pudessem perturbar o abastecimento global.
c/ agências